quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Como lidar com pessoas que te deixam louco

É o título do livro que estou acabando de ler, escrito pelo psicólogo Paul Hauck que ensina como sobreviver a chefes tiranos, amantes egoístas e colegas difíceis. Parece-se com qualquer livro de autoajuda de bolso que você vê por aí, mas, felizmente essa impressão termina após a capa.
O autor, membro da Associação Americana de Psicologia, tem uma abordagem própria para lidar com os problemas emocionais e os transtornos de comportamento, uma mistura de Terapia Cognitivo-Comportamental com mais pitadas de Behaviorismo skinneriano. Sua premissa básica:
"NINGUÉM PODE ABALÁ-LO EMOCIONALMENTE A NÃO SER QUE VOCÊ PERMITA. (...) VOCÊ, A PESSOA QUE ESTÁ DEPRIMIDA, ZANGADA OU COM MEDO, É O MAIOR CAUSADOR DE SEUS PRÓPRIOS SENTIMENTOS NEURÓTICOS".
Um aspecto muito interessante de sua teoria, que irá resultar naquilo que ele chamou de Psicologia do Respeito, são os três princípios de interação humana:
1. Nós ensinamos as pessoas a fazerem o que fazem conosco; logo, recebemos aqueles comportamentos que toleramos.
2. Os outros não vão mudar até que nós mudemos o nosso comportamento.
3. Com pessoas difíceis reduza a tolerância que tem em excesso.
O livro está repleto de boas sacadas e insights que poderão ajudar as pessoas a pelo menos refletir sobre seus próprios comportamentos diante dos "fazedores de loucos", ou até quem sabe se perceber como um. Uma boa leitura!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

ALÁ NÃO PODE EVITAR O MAL.

 Na semana passada (24/09) mais de 700 pessoas morreram pisoteadas na cidade de Mina, no festival religioso islâmico Hajj (grande peregrinação). Além dos mortos, mais de 850 fieis ficaram feridos, quando duas multidões se encontraram na área destinada ao apedrejamento de Satã. Isso mesmo, os religiosos foram ao local para jogar pedras numa parede que representa o diabo para os muçulmanos.
Que tipo de pessoa se mete numa aglomeração para jogar pedras em Satã? A resposta é simples: o mesmo tipo de pessoas que segue procissões católicas, cortejos festivos do Candomblé etc.
O sujeito religioso, como dizia Freud, é um sujeito que se encontra num estado regressivo de grande intensidade em que sua capacidade de raciocínio lógico está embotada. Ele é incapaz de agir racionalmente e entrega-se livremente ao delírio religioso.

Tivesse ele um mínimo de pensamento racional questionaria logo a falta de proteção de seu(s) deus(es) que não evitou a tragédia. Ou poderia até pensar que Satã não gostou das pedradas e reagiu. Mas, o mais importante é que ele elide a conclusão lógica de que Alá não pode evitar o mal, logo, ou não existe (opção mais acertada) ou é sádico e/ou impotente, não tem outra alternativa.
Porém, novamente cito Freud, todo aquele que participa de um delírio não irá reconhecer a atividade delirante, procurará antes argumentos esfarrapados para justificar a inoperância de seu deus, e, assim continuar acalentando sua esperança de imortalidade num paraíso qualquer.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Uma questão teológica?

Ao me deparar com a capa da revista Veja dessa semana (acima) sobre a tragédia dos fugitivos das guerras na Síria e outros países do Oriente Médio e África, fui impactado pela fotografia do menino Aylan, morto numa praia da Turquia, parecia dormir o soninho normal das crianças pequenas que adormecem em qualquer lugar, mas não era o caso. Aylan morreu junto de sua mãe, seu irmão e mais outros tantos seres humanos que fugiam do terror perpetrado pelas tiranias de cunho religioso (ou não) espalhadas pelo mundo.
E a revista propõe um questionamento religioso em sua capa: de onde vem o Mal? Seria isso obra de Deus, Alá ou um outro deus qualquer? O Mal e o Bem vem do Homem, afirmou o poeta. Mas, e Deus ou os deuses onde entram nessa história? Respondo parodiando o jornalista inglês Christopher Hitchens: Se diante de tanta desgraça um deus, seja ele quem for, não for capaz de intervir, ele deve ser considerado Impotente ou Sádico, não há meio termo.
Os mortos descansam em paz agora, os vivos continuam a ser atormentados - penso no pai de Aylan que perdeu a esposa e os dois filhos - e, os deuses continuam aonde sempre estiveram, na imaginação de grande parte da humanidade.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Daiana e os complexos freudianos - Marquês de Caralhau

Em Alagoas os nomes de batismo às vezes não pegam, as pessoas não são conhecidas pelos seus nomes nem sobrenomes, mas, por um outro nome ou apelido totalmente diferente - em som e grafia - dos nomes originais. E porque isso acontece? Bem, algumas vezes os pais pensam em dar um nome, mas, de última hora põem outro, no entanto, toda família que passou o período de gestação chamando o bebê por aquele primeiro nome, não consegue aderir ao novo. Foi assim que se deu com Daiana, que já foi Quitéria, mas insistiu ser chamada pelo nome de primeira ideia que pelo de registro. Outrora Maria Quitéria de Souza, hoje Daiana, ou só Dai para os mais chegados.
Outro problema era a grafia de seu nome, o escolhido. Quando criança isso não importava, mas, bastou umas poucas aulas de inglês para demandar um novo drama de consciência: Diana ou Daiana? Em sua terra natal seria sempre Dai, filha de Dona Teresa que fugiu com um vendedor de livros que passava por Piaçava do Norte quando Quitéria tinha seis anos, deixando-a e mais duas irmãs aos cuidados de seu pai, mecânico náutico, alcoólatra e que mais tarde viria a abusar sexualmente das filhas.
Dai conviveu com o pai e as irmãs até completar onze anos, foi quando elas contaram para a avó paterna sobre as investidas sexuais de seu pai e todas as três crianças foram distribuídas pelas casas de parentes na capital. Ela ficou morando com a avó materna e contava também com a ajuda da vizinhança para a alimentação.
Ela cresceu. Tinha a pela branca, estava gordinha para os atuais padrões de beleza, tinha seios grandes e firmes, e os cabelos ruivos ressaltavam bem a beleza de seu rosto, era uma mulher muito atraente, dessas que dá vontade de amar bem muito. Perdeu a virgindade aos dezesseis com um sujeito bem mais velho, amigo de seu pai e casado, ficaram juntos por mais de quatro anos, terminaram quando ela se mudou para "fazer faculdade" em outro estado.
Ninguém sabe ao certo se foi a precoce erotização de seu "corpoalma" pelo pai, misturado ao abandono por parte de sua mãe que levou Dai a se envolver simultaneamente com um professor e uma colega de sala durante o primeiro ano na universidade. A amiga frequentava sua casa, o professor não; ela era muito discreta, seus dois amantes não sabiam da existência um do outro, e assim ela vivia sua sexualidade como objeto de desejo da mãe (sua amiga) e do pai (o professor).
Seus desejos eróticos, taras e fantasias eram vividos ao máximo com seu professor, ela costumava dizer que botava a boceta pra amiga chupar, só isso, que gostava de homem. Gostava de falar durante o ato e gostava de ouvir coisas como: "Eu adoro meter dentro dessa sua bocetinha apertadinha", "Gostosa, engole meu pau todo", as vezes se masturbava para ele ver. Mas do que ela mais gostava era de chupar rola, chupava tudo que estivesse em volta também e no final engolia com prazer indisfarçado quanta porra escorresse. E quase sempre ficava de quatro na beira da cama e oferecia seu anus vermelho claro às estocadas seguras de seu professor.