terça-feira, 21 de abril de 2015

Taróloga Presa por estelionato!

Uma mulher chamada Karina que atendia como taróloga em Águas Claras, DF, foi presa no sábado (18/04) acusada de estelionato junto ao seu marido Otávio. O golpe aplicado contra esse jumento, quero dizer cliente, de nome não revelado, consistiu em pedir que ele levasse a quantia de 16 mil reais para ser benzido e consagrado à Iemanjá. A anta, depois de já ter pago quase mil reais pela consulta, leva os 16 mil e aí vem a explicação do além: ele não deveria mais tocar naquele dinheiro, caso tocasse iria morrer de uma morte horrível, e além do mais, o dinheiro já pertencia a Iemanjá agora, disse a pilantra como se estivesse possuída por um espírito.
Assustado o idiota do consulente saiu correndo do lugar, mas teve um pingo de bom senso ao contar o ocorrido aos familiares que lhe revelaram se tratar de um golpe. Depois que seu último neurônio ressuscitou o cliente babaca acionou a polícia que fez a prisão e conseguiu recuperar 14,3 mil do dinheiro consagrado.
Pena que não se pode botar na cadeia toda essa raça de bandidos do mundo místico e espiritual: tarólogos, cartomantes, babalorixás, pastores, padres, ciganas e afins. Aliás, teríamos que construir mais presídios, porque nosso povo é por demais crédulo e principalmente mal educado. Só com educação se pode combater esse misticismo infantil, essa espiritualidade pueril, enfim, essa falta de uso da razão.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Documentário - A Ira de um Anjo





Essa é a história de Beth, uma criança que foi abusada pelo pai nos primeiros anos de vida, e o documentário mostra as terríveis consequências desse ato brutal. Existe psicopatia na infância? E, caso exista, haveria possibilidades de cura? Essas questões serão respondidas no decorrer do filme.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

O "Petismo": a nova religião dos militantes e simpatizantes do PT.

Os últimos acontecimentos desde a campanha eleitoral para a presidência, principalmente o escândalo do "petrolão", fizeram-me pensar sobre esse fenômeno mais que interessante advindo dos militantes e simpatizantes do PT: a denegação quase que completa da responsabilidade do partido por esse esquema gigantesco de corrupção.
Chamo de denegação até de forma eufemística, parece que houve uma espécie de cegueira coletiva nos "companheiros" e "camaradas" que ou não enxergam, ou, fazem um esforço hercúleo para não enxergar a bandalheira promovida já a alguns anos pelo PT, que a cada nova investigação mais se prova seu envolvimento no que há de mais sórdido em termos de política, e, mais ainda para um partido que antes de chegar ao poder posava de guardião da decência e da honestidade.
No entanto, para os crentes (os chamarei assim doravante), que não têm como argumentar quando as evidências lhes saltam na cara, a saída é acusar os outros de também terem feito eles as mesmas coisas, ou, recorrer ao velho e cansativo chavão da esquerda bolorenta e acusar a imprensa burguesa de querer sabotar a luta dos "trabalhadores".
Quando as pessoas vão à rua pedir punição para os corruPTos, eles chamam de golpe das elites, sem nem se dar conta de que o índice de rejeição da presidente já ultrapassou os 70%, e que a grande maioria que atendeu ao chamado dos protestos, foram eleitores do PT, votaram em sua candidata, e isso não é invenção da mídia, não foi um movimento das "elites".
Por tudo isso, só posso pensar nessas pessoas que defendem o PT, os crentes, a partir de um ponto de vista religioso, pois de outro modo as chamaria de estúpidas ou oportunistas - que acredito ser mesmo a maioria dos quadros partidários. Para o sujeito religioso as evidências pouco importam, sempre arrumam uma desculpa qualquer para referendar sua crença, pois tudo se baseia na "fé". E a partir dessa fé criam-se os dogmas, os valores e até um senso de ética que pode ser tremendamente imoral, mas danem-se o bom senso e a moral, é um dogma de fé.
A cegueira do crente vai se estendendo para a santificação de pessoas de caráter no mínimo reprovável, e para a completa minimização dos males cometidos pelos "novos santos"; tudo se justifica: roubo, corrupção, agiotagem, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e até assassinatos.
Lula não sabia do esquema do "mensalão" e Dilma não sabia do "petrolão": incompetência ou conivência? Acho que as duas coisas. Mas para o crente nada importa, os santos são intocáveis, sua palavra é a lei, é a verdade, mesmo sendo a mais descarada mentira, isso é religião em seu mais puro formato, vive-se de fé.

domingo, 29 de março de 2015

Filhos, melhor não tê-los?

Estava brincando com meu filho caçula hoje e comecei a pensar como será daqui a alguns anos quando ele não gostar mais de brincar, e até mesmo de conversar comigo. Digo isso porque já vivo uma situação assim. Tive cinco filhos em momentos bem diferentes de minha vida: dois durante o casamento que nasceram quando eu estava com 21 e 23 anos de idade, e os outros três depois dos 38 anos.
Quando os primeiros ficaram adolescentes e não brincavam mais comigo, ao menos faziam questão de sair comigo para aventuras, e foram chegando os outros que só queriam brincar. Tudo estava em ordem em minha relação com eles. Mas, a chegada dos primeiros à idade adulta que vieram morar comigo depois da separação da mãe deles, e talvez, pelo natural desejo de sair do ninho, foram sentidos como estranhos pra mim. Passar dias sem vê-los, dias sem falar nem mesmo ao telefone me impactaram. Mas, tinham os outros filhos para gratificar meu desejo de pai que se diverte com crianças.
Eles estão crescendo, são agora pré-adolescentes (um deles já adolescente), e penso, baseado nos dois primeiros: será que vão diminuir o contato? Pois, não sou casado com as mães deles. Será que farão igual ao mais velho, que passa meses sem nem telefonar? E o pior, nem atende minhas mensagens.
Não sei, não sou adivinho. A única coisa que sei é que tentei ser um bom pai apesar de todos os meus defeitos (que são muitos). Mas não entendo esse "abandono", já pensei muito sobre as razões que meu primogênito poderia ter para não querer contato comigo... Não acho razões para isso. Nem ele me disse nada.
Queria muito entender, pois. ainda hoje sou apaixonado pelo meu pai, que nem de perto foi tão legal comigo quanto fui e sou com meus filhos, e, espero que os outros não sigam o exemplo do irmão. Estou envelhecendo, sei que não sou-serei uma companhia tão legal, estou mais rabugento e impaciente para as crises da juventude, mas tenho amor, amo cada uma dessas criaturas que eu ajudei a botar no mundo, me esforcei para dar uma boa vida pra cada um deles. Brinquei de bobo, ensinei a pescar, a dirigir, a respeitar os mais velhos, a não jogar lixo no chão, a praticar esportes, a amar a natureza, a música e a poesia, e a não se envolver jamais em atividades criminosas. Até aqui todos estão cumprindo. Talvez o mais velho, hoje com 30 anos (que já é pai, e meu netinho parece gostar muito de mim), não tenha querido mais me amar; é um direito dele, eu só gostaria de saber o porquê?
Ah! O meu caçula comentou quando eu falava sobre o afastamento do irmão mais velho: "Ô pai, ele deve ter enlouquecido, você é o melhor pai do mundo".
Filhos? Melhor tê-los, mesmo sendo esquecido tempos depois.

terça-feira, 17 de março de 2015

Stacey Solomon - What a wonderful world


Ela surgiu em 2009 no programa londrino X-Factor e encantou o mundo, pois além de cantar tão bem, é uma garota super simpática com um astral bem pra cima, e, se não me falha a memória, foi a ganhadora dessa edição do programa.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Loucas pra Casar - A loucura de querer casar a qualquer preço.



Se você não assistiu ao filme não leia esse comentário, pois, vou começar pelo final do filme. Trata-se de um delírio da protagonista que vive seus alter egos como se fosse real. A dançarina de boate, ou seja a puta; e a virgem carola que não entende nada de Bíblia, mas é a perfeita para casar.

Malu, Maria Lúcia, corretora de imóveis, namorando a três anos com seu chefe, vive na expectativa de ser pedida em casamento já que era a campeã de pegar buque de noivas nos casamentos das amigas (a tarada, a meiga e até a feia) e até o momento nada, já que estava com 40 anos e desesperada para sair do caritó como dizemos aqui.

Ela é obsessiva-compulsiva, toda certinha e tem a mãe esquizofrênica. Insatisfeita com a demora do parceiro em pedí-la em casamento ela supõe que ele deve ter alguma outra mulher, e descobre seus dois egos auxiliares, a puta e a santa. A comédia se desenvolve nessas peripécias das três mulheres que desejam se casar com o mesmo homem, um empresário de sucesso e bonitão.

O que podemos destacar desse filme é a questão da cobrança (interna e externa) que recai sobre as mulheres de ter que casar a qualquer preço. Lembra muito o filme "Os homens são de marte...". E ao se descobrir múltipla, como aliás são todas as mulheres, a protagonista Malu, resolve não mais casar, apavorada com seu delírio. E descobre depois que o delírio se estendia até a imagem de seu amado, que não era o gatão que idealizara.

E, finalmente, sob a influência da realidade que não para de querer se manifestar ela se casa; com seu amado e idealizado chefe, pra descobrir depois que seus dois lados (santa e puta) ainda continuam a acompanhá-la quem sabe pelo resto da vida.

É uma comédia, é ficção, mas, quem poderia dizer que no fundo não é assim que acontece?  

Cinquenta Tons de Cinza - a perversão em preto e branco!



Vou tentar analisar em poucas linhas o filme, será uma análise um tanto superficial pois não li o livro, que poderia me dar subsídios para um entendimento mais profundo. Mas, trata-se da história de uma paixão que vai mexer com a estrutura perversa de um dos envolvidos, no caso o Sr. Grey (cinza em inglês), um executivo de sucesso aos 27 anos e uma jovem estudante de literatura, tímida, recatada e virgem, Anastasia Steele, de 21 anos de idade.

Existem vários símbolos contrastantes que se apresentam ao correr das cenas: as cores das roupas e acessórios de Grey que são sempre cinzas, as cores do quarto dos encontros sadomasoquistas que são em tons de vermelho (cor associada à paixão, ao amor e ao sexo); o contraste pobreza e riqueza, dominação-dominado que surge como proposta da relação; e, talvez o mais relevante de todos, o contraste sinceridade e abertura ao amor, do lado da protagonista versus medo e defesa do lado de quem parece ser tão seguro de si. Uma cena digna de nota é que no quarto que ele propõe que ela ocupe nos finais de semana, há uma gravura no papel de parede em que aparece uma gaiola com um pássaro dentro, mas que está com a porta aberta, querendo dizer que ela estaria ali por sua própria vontade, podendo sair da gaiola quando quisesse.

Anastasia vai aos poucos destruindo a couraça protetora de Grey, que com seu jeito de menina desprotegida - prato perfeito para um dominador sádico - vai abrindo brechas cada vez mais profundas nas certezas, regras e mitos do dominador, que, sem se dar conta, passa a ser o dominado. Ele tenta quebrar a resistência dela usando a arma "infalível" da dominação: o dinheiro. Quebrou a cara, a demanda dela é outra. Quis agir como uma caricatura de "pai" (ela não teve um pai biológico presente, porém, seu padrasto foi pai) que põe limites ao desejo caótico do filho mas não consegue ser pai, não dar pra ser pai sem ter o "nome-do-pai" inscrito.

Ele não se deixa tocar, diz que não faz amor, apenas fode, que não dorme com ninguém, mas dormiu com ela, que não é romântico, mas fez um monte de firula romântica. Ela mostra pra ele que se pode foder e fazer amor ao mesmo tempo. Ela se manteve virgem até então por respeitar seu próprio desejo, quando diz que apesar de ter muitos homens lhe desejando, ela ainda não tivera o desejo por nenhum deles. Ele, pelo contrário, envolveu-se ainda adolescente com uma dominadora amiga de sua mãe em uma relação totalmente edipiana. Era (e parece que continuou a ser) um menino tentando foder com a mãe e sendo castigado por isso.

O final é bastante interessante, revelador da farsa da perversão de Grey, que mais parece histérica que perversa. Anastasia pede para experimentar aquilo que ele deseja fazer com ela no quarto vermelho (na primeira vez em que ela esteve lá foi uma relação normal de fantasia e brincadeira, sem violência); então, ele a castiga seis vezes com uma vara, de forma violenta batendo em suas nádegas. Ao fim do castigo ela pergunta: "Era isso que você queria fazer comigo... era assim que você gostaria de me ver...". O projeto de pervertido sexual, tão poderoso e senhor de si, fica estarrecido, foi pego de calças curtas feito um menino que fez merda e não sabe onde enfiar a cabeça. Anastasia vai embora, e deixa para Grey a mensagem de que se é realmente isso (dor, sofrimento e humilhação) que um sujeito deseja para a parceira, esse sujeito é um nada, não tem valor; que inclusive seu poder financeiro são apenas ilusões de uma mente doentia.