sábado, 20 de março de 2021

A Negação do Óbvio

 😷Há exatamente um ano quando o isolamento social foi decretado aqui em Maceió, olhava de minha varanda a rua quase deserta, uma rua normalmente movimentada, cheia de pontos comerciais e muito trânsito de automóveis praticamente vazia e muito silenciosa.

Hoje, vivemos uma situação pior que a vivida ano passado e o que vejo? Minha rua com seu movimento normal e seu barulho característico de roncos de motor e buzinas. Quase 300 mil mortes por covid-19 e as pessoas parecem não estar entendendo o que está a acontecer.

Na semana passada, no mês passado e desde antes das eleições, pareia que tudo havia voltado ao normal, o corona vírus passou a ser ignorado e o resultado estamos vendo agora. O que será que aconteceu? Como se pode ignorar a realidade do colapso hospitalar, do número absurdo de quase três mil mortes dia e do descaso insano com que o governo federal vem tratando a pandemia?

Do narcisismo maligno e psicopático do presidente no entendimento da realidade já era esperado, o Bozo está apenas sendo o Bozo, não se espera que espinheiro dê cajus, logo, sabemos que tal atitude negacionista apesar de exercer forte influência na população não responde adequadamente a nossa pergunta: por que as pessoas se comportam como se nada houvesse?

Freud explica? Acho que sim, voltaremos ao tema. 💀


quarta-feira, 17 de março de 2021

MEMÓRIA

 💬Subjetivamente falando não podemos afirmar que algo que faça parte de nossa memória seja bom ou ruim. E por quê? Porque pertencem ao PASSADO, não estão aqui, logo, todo valor que conferimos a elas só ocorrem retroativamente; e, justamente por pertencerem ao passado, todo impacto que possam ter sobre a minha mente hoje, só é possível a partir de valores que eu as atribuo HOJE e jamais quando aconteceram. Então, não são as lembranças que estão em julgamento, são só as minhas impressões PRESENTES sobre as mesmas. 💣

terça-feira, 16 de março de 2021

Maldade mesmo

 "Pessoas que se recusam a usar a máscara ou cumprir as medidas necessárias de isolamento social ou qualquer regra vinculada ao combate à pandemia, não são rebeldes com algum tipo de ideologia ou causa, são gente ruim mesmo. É mais confortável para todos procurar motivos os mais diversos para justificar essa má conduta, negando aquilo que lhe é mais óbvio, a maldade que vive entranhada nos humanos e que alguns incompetentes não conseguem conter".

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Brasil no fundo do poço!

* Como se não bastasse o "castigo" da pandemia, nós brasileiros temos que suportar uma dupla praga: a Pandemia e o Governo Bolsonero.

* O Ministro da Saúde que nada entende de saúde, general pau-mandado, subserviente, burro e mau caráter tem se mostrado bem parecido com o chefe; esse fato tem levado diversos cientistas políticos a questionar o tipo de formação oferecida pelo exército brasileiro: como uma pessoa com nível intelectual tão baixo pode chegar ao maior posto do exército? Será que ser imbecil é pré-requisito para atingir o generalato? O gal. Heleno também não fica atrás.

* O presidente nazifascista, que só fala bobagens ou monstruosidades continua fazendo o que sabe fazer, merda: menosprezar a importância da vacinação e ameaçar a democracia, como sempre.

* O gado bolsonerista continua fazendo papel de palhaço e a palhaçada fica mais interessante quando é o gado evangélico, notoriamente conhecido por sua burrice estrutural expressas pelos ícones sagrados da asneira nacional: bispos, apóstolos, pastores e pastoras e a maluca da goiabeira.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

NOSTALGIA SEM SENTIDO, COMO SEMPRE.

Textos e vídeos no WhatsApp, no Instagram e creio eu em mais redes sociais, enaltecem os tempos antigos - hoje seriam as décadas de 1960 a 1980 - como se essas décadas tivessem sido um paraíso, uma época edênica, mas sabemos que não foi assim. Geralmente tais textos vêm com um título como " Nossa geração está indo embora" ou "Somos a melhor geração". Então vamos comentar seus postulados e veremos se se sustentam ou caem diante de outra argumentação.
1. Nas décadas enaltecidas a mortalidade infantil era absurda, em 1970 a taxa era de 120,7 a cada mil nascimentos vivos e caiu para 19,88 em 2010.
2. Chama de geração de ouro os que hoje estão com 40, 50 e 60 anos. A última geração que ouvia seus pais, seus avós, tios, professores e pessoas mais velhas? Tudo bem que ultimamente temos visto um aumento na quantidade de pessoas mimadas que não dão bola pra nada, não respeitam ninguém e falam atrocidades como se nada fossem, mas não são apenas das novas gerações, o presidente Bolsonero tem mais de 60 anos, não é verdade? 
3. Amávamos de verdade? De onde o sujeito tirou essa ideia? 
4. As músicas que ouvíamos não agrediam os ouvidos? Sério isso? E o que dizer de Lindomar Castilho, Bartô Galeno, Farofafá e todo elenco do pior da música brega (era assim que chamávamos música ruim) dos programas Sílvio Santos na TV, nas paradas do rádio, conclamando a meninada a descer até a boca da garrafa. 
5. Estudávamos em universidades públicas? Geralmente quem cursava tais universidades eram os que concluíam o ensino médio em escolas particulares, poucos eram egressos de escolas públicas, pois a concorrência era pra lá de desleal; pobres então nem em sonho, e se fosse pardo ou negro mais difícil ainda. 
6. Os bailes de carnaval eram nos clubes, sim, verdadeiras orgias cujas imagens eram aguardadas com grande expectativa por nós adolescentes dos anos 80 nas fotos picantes das revistas de sexo e nas transmissões tarde da noite (por ser proibido) nas redes de TV menores (SBT, Manchete e Band) com abundantes cenas de sexo explícito.
7. Éramos protegidos pelos militares. Essa é a pior de todas. Na verdade éramos aterrorizados pelos militares que instalaram um regime de terror no país após 1968, era mais seguro "chamar o ladrão" do que chamar a polícia. Se a polícia é truculenta ainda hoje imagine numa época em que os Direitos Humanos não eram respeitados.
O Passado glorioso é sempre uma releitura (deturpada) à luz do Presente, nunca é o passado real, logo, fica fácil enaltecer uma fantasia.
 

sábado, 3 de outubro de 2020

BIG MOUTH E OS DEMÔNIOS DA PUBERDADE

Série em desenho animado (para adultos) exibida pela Netflix desde setembro de 2017, que mostra de forma bem humorada a entrada na adolescência de cinco personagens centrais: Nick, Andrew, Jessi, Jay e Missy; acompanhados de perto por seus "monstros hormonais" (Maurice e Conni) cuja tarefa é enchê-los de desejos sexuais e criar muitos problemas em seus relacionamentos entre si, com os colegas da escola e com seus pais. A série é baseada na puberdade de seus criadores Nick Kroll e Andrew Goldberg e já está na terceira temporada aqui no Brasil.

Em cada episódio vemos o desenrolar de algum problema típico da adolescência: relações familiares tensas (mesmo que os pais são compreensivos e amorosos como os pais de Nick), aceitação do corpo, construção da autoimagem, namoro, masturbação, sentimento de culpa (representado pelo Mago da Vergonha), preconceito e a mensagem principal, liberal e politicamente correta: viva e deixe viver.

Outra característica excelente da série são os musicais, já que fantasmas de grandes astros da música habitam o sótão da casa de Nick, Duke Ellington (morador oficial do sótão), Fredie Mercury, David Bowie, Prince e Whitney Houston.

foto retirada do site Legião dos heróis.