Minha análise sobre a campanha da seleção brasileira nesse mundial não é muito diferente daquilo que pensei na copa passada aqui no Brasil. O componente emocional parece o mesmo: uma espécie de desespero, de afobação que certamente tem contribuído para o desempenho tímido nos últimos dois jogos, um empate no primeiro jogo contra a Suíça e uma vitória nos acréscimos contra a Costa Rica.
Nervosismo demais e futebol de menos. Em 2014 era chororô, dramaticidade e malandragem até o vexame contra a Alemanha. Em 2018 também em apenas dois jogos. O craque do time começou o mundial mais preocupado em mostrar a exuberante cabeleira loira e cavar faltas que jogar o seu futebol de qualidade que sempre apresentou nos clubes em que joga; aliás, se Neymar fizesse análise seria o melhor do mundo, pois seu rival mais próximo na categoria parece estar perdendo o juízo também. E, ele sabe lidar muito bem com a bola nos pés, mas é um fracasso quando se trata de inteligência emocional.
Assim como Messi, Neymar não tem jogado bem, mesmo tendo feito um gol no último jogo; entretanto, ao ver o todo da última partida - em que esteve bem melhor que na primeira - ele continua insistindo no esquema de cair para cavar faltas, é o velho Neymar cai-cai, desonesto e malandro de quinta categoria, coisa que não era comum nos craques do passado, não víamos Pelé, Zico, Falcão, Romário e os dois Ronaldos preocupados com isso. E é bom lembrar que os jogadores brasileiros não são os melhores exemplos de ética na quatro linhas.
E mais, o craque do time além de jogar quer apitar o jogo... Isso é o fim da picada. Com toda certeza os problemas psicológicos do nosso principal jogador pode contaminar o resto da equipe, além de prejudica-la é claro, pois, já levou um cartão amarelo e pode desfalcar a equipe sim, e aí? Teremos um outro 7 a 1?
O maior problema ao meu ver é a forma como a CBF (e parte da imprensa) encara o mundial, ou seja, como sendo algo mais que uma simples competição de futebol, até parece que o mundo será diferente se ganharmos o título, e todos estamos carecas de saber que isso não muda nada, como não mudou em 58, 62, 70, 94 e 2002. Nada muda com o título de campeão, a não ser o uso sociopolítico que se faz desse evento pelos vários governos das mais variadas cores. Então, parece ser a "cultura" que se criou em volta do evento futebol, transformado ao longo dos tempos em fenômeno internacional de consumo, que transforma a vida de inúmeras pessoas, a começar com a vida dos próprios jogadores que sonham desde a escolinha de futebol com a fama, riqueza e sucesso de seus ídolos.
Conselho para Neymar (Cristiano já aprendeu), saia da menoridade e assuma a maioridade... pare de agir como se fosse um adolescente e assuma seu lugar de homem adulto! Não é conselho só pra nosso craque, é pro time inteiro, pra toda comissão técnica, pra mim e pra todo mundo.
sábado, 23 de junho de 2018
domingo, 20 de maio de 2018
Viagem ao Peru - Machu Pichu
O que dizer de Machu Pichu? Que é de uma beleza especial seria pouco, mas, vamos conversar de como chegar a Machu Pichu e a diferença das narrativas sobre o percurso que se pode obter no YouTube.
Nos vídeos que assisti vi sempre uma insistência com relação aos ônibus que saem de Águas Calientes para a cidadela de Machu Pichu, e, até sobre o trem que sai de Ollantaytambo sempre apontando dificuldades. Nossa experiência foi diferente das narrativas ouvidas; o trem é pontual e os ônibus que vão à cidadela são inúmeros, saem a cada 30 minutos.
Vamos ver as fotos que é melhor. Em sequencia:
Na primeira foto vemos o trem que sai de Ollantaytambo pontualmente as 8h30 e percorre um caminho lindo às margens de um rio e ladeado pelas montanhas majestosas da Cordilheira dos Andes de um lado e outro grupo de montanhas do outro, passando vez por outras por ruínas de assentamentos incas e postos de observação. O trem é muito confortável, com serviço de bordo e janelas panorâmicas (inclusive no teto; depois de uma hora e meia, mais ou menos, chegamos a Aguas Calientes (na foto está a estátua de Pachacutec na praça central) cidade encravada entre montanhas e porta de entrada para Machu Pichu. O movimento é intenso, centenas de turistas embarcando nos ônibus que levam de 20 a 30 minutos para subir a montanha por um caminho estreito e sinuoso, mas de uma beleza indescritível e então, chegamos. A entrada do parque é uma confusão só devido ao grande número de pessoas, mas, tudo vai se organizando, e em fila vamos subindo por um caminho estreito de pedras até perder o folego duas vezes: devido a altitude e depois devido a beleza da cidadela de Machu Pichu... Um dos lugares mais belos do mundo.
Nos vídeos que assisti vi sempre uma insistência com relação aos ônibus que saem de Águas Calientes para a cidadela de Machu Pichu, e, até sobre o trem que sai de Ollantaytambo sempre apontando dificuldades. Nossa experiência foi diferente das narrativas ouvidas; o trem é pontual e os ônibus que vão à cidadela são inúmeros, saem a cada 30 minutos.
Vamos ver as fotos que é melhor. Em sequencia:
Na primeira foto vemos o trem que sai de Ollantaytambo pontualmente as 8h30 e percorre um caminho lindo às margens de um rio e ladeado pelas montanhas majestosas da Cordilheira dos Andes de um lado e outro grupo de montanhas do outro, passando vez por outras por ruínas de assentamentos incas e postos de observação. O trem é muito confortável, com serviço de bordo e janelas panorâmicas (inclusive no teto; depois de uma hora e meia, mais ou menos, chegamos a Aguas Calientes (na foto está a estátua de Pachacutec na praça central) cidade encravada entre montanhas e porta de entrada para Machu Pichu. O movimento é intenso, centenas de turistas embarcando nos ônibus que levam de 20 a 30 minutos para subir a montanha por um caminho estreito e sinuoso, mas de uma beleza indescritível e então, chegamos. A entrada do parque é uma confusão só devido ao grande número de pessoas, mas, tudo vai se organizando, e em fila vamos subindo por um caminho estreito de pedras até perder o folego duas vezes: devido a altitude e depois devido a beleza da cidadela de Machu Pichu... Um dos lugares mais belos do mundo.
terça-feira, 1 de maio de 2018
Viagem ao Peru: Lima
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| Arequipa |
Saímos de casa as 23h rumo Aeroporto Zumbi dos Palmares, lá encontramos na mesma fila de embarque um amigo ciclista, que estava indo à Lima visitar um filho que lá reside. Lá pelas duas e meia da madrugada embarcamos com destino a São Paulo.
TER 27/03/2018
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| interior do avião |
Chegamos em Lima perto das 13h, no Peru 11h, depois de um pequeno contratempo com a empresa que faria o traslado para o hotel finalmente chegamos ao hotel Hilton Miraflores. Depois de um bom banho fomos conhecer o famoso shopping Larcomar, que além de ficar à beira-mar tem boa parte de sua praça de alimentação a céu aberto, muito bonito. Após uma pizza com o refrigerante local "Inka Cola", muito bom por sinal, voltamos ao hotel e daí foi só desmaiar na cama de sono e cansaço.
QUA 28/03/2018
Acordamos cedo, tomamos nosso esquisito (em português mesmo) café da manhã e fomos conhecer o Centro Histórico de Lima com seus casarões do período colonial e imensas igrejas e parques. Visitamos várias igrejas, umas quase vizinhas as outras, mas todas luxuosas e com rico acervo artístico do século XVII e XVIII, uma beleza. No convento dos franciscanos, transformado em museu, também pudemos apreciar toda beleza da arte sacra produzida no período de dominação espanhola, mas não só isso, o auge do passeio é a visita as "Catacumbas" numa espécie de porão onde jazem milhares de ossos humanos.Fomos conhecer o mercado de artesanato, comprar lembranças para os que ficaram e pra gente também, além de me divertir bastante com as tentativas desastrosas de minha parceira ao tentar pechinchar (ela viu na internet que tem que fazer isso): "No, no, no, no, no... quiero pagar 14 soles, si".
Almoçamos num restaurante que servia os pratos típicos do Peru, ainda bem que não pedi nada além das batatas fritas e cerveja, pois o almoço não parecia muito convidativo, e não achei isso sozinho. Chamamos um Uber para voltar ao hotel e assim como percebemos na vinda ao centro com o outro motorista, as leis de trânsito não são muito respeitadas por aqui, a maioria dos motoristas dirige de forma louca em que as "fechadas", "buzinadas" e "mudanças bruscas de faixa" parecem ser uma instituição nacional apesar do bom policiamento das vias principais.
No fim da tarde fomos conhecer as joalherias de Lima e suas peças de prata, mineral abundante na região. No caminho entramos em um supermercado e pela primeira vez vi o "milho de grãos pretos", uma anomalia para nós que só tínhamos visto até então os da espécie amarela. Jantamos numa pizzaria simpática que tocava Rita Lee e voltamos pro hotel, pois, amanhã teríamos que viajar para Cusco.
quarta-feira, 21 de março de 2018
quarta-feira, 14 de março de 2018
STEPHEN HAWKING
Morreu nesta quarta-feira, aos 76 anos, o cientista britânico que tornou a física mais acessível, ainda que nem tanto, para um grande público. Hawking, que vinha lutando com as dificuldades advindas da ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) desde os 21 anos de idade, sempre enfrentou com coragem e bom-humor sua condição, recusando-se à vitimização ou a inércia tão comuns aos simples mortais.

Sua obra em português:
- Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros (edição brasileira de A brief history of time). Rio de Janeiro: Rocco, 1988. ISBN 85-325-0252-0
- Buracos Negros, Universos-Bebês e outros Ensaios. Porto: ASA, 1994. ISBN 972-41-1508-9
- O Fim da Física. Lisboa: Gradiva, 1994. ISBN 972-662-345-8
- A Natureza do Espaço e do Tempo (em co-autoria com Roger Penrose). Lisboa: Gradiva, 1996. ISBN 972-662-466-0
- Breve História do Tempo Ilustrada. Curitiba: Editora Albert Einstein, 1997. Lisboa: Gradiva, 1998. ISBN 972-662-511-4
- O Universo numa Casca de Noz. São Paulo: Mandarim, 2001. Lisboa: Gradiva, 2002. ISBN 972-662-826-1
- O Futuro do Espaço-Tempo (em co-autoria com Alan Lightman, Kip Thorne, Igor Novikov e Timothy Ferris). São Paulo: Companhia das Letras, 2005. ISBN 9788535906080
- Os Gênios da Ciência: Sobre os Ombros de Gigantes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. ISBN 85-352-1525-5
- Uma Nova História do Tempo (em co-autoria com Leonard Mlodinow: edição brasileira de A briefer history of time). Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. ISBN 85-00-01857-7
- Brevíssima História do Tempo (em co-autoria com Leonard Mlodinow: edição portuguesa de A briefer history of time). Lisboa: Gradiva, 2007. ISBN 978-989-616-164-4
- George e o Segredo do Universo (em co-autoria com Lucy Hawking). Rio de Janeiro: Ediouro, 2007 (As ideias e conceitos de Física e Astrofísica de Hawking sobre o Universo, contadas em um enredo de aventura voltado para as crianças). ISBN 978-85-00-02222-7
- O Grande Projeto (em co-autoria com Leonard Mlodinow). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011. ISBN 978-85-20-92657-4
- Minha Breve História. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013. ISBN 978-85-8057-425-8
"Eu acredito que a explicação mais simples é: não existe Deus. Ninguém criou o universo e ninguém dirige nossos destinos. Isso me leva ao profundo entendimento de que provavelmente não existe céu e nem vida após a morte. Temos apenas esta vida para apreciar o grande projeto do Universo, e sou muito grato por isso."
domingo, 18 de fevereiro de 2018
Meu amigo psicótico
Tenho um amigo dos tempos de faculdade que apesar de não nos encontrarmos já a bastante tempo, nos comunicamos pelas redes sociais, principalmente o WhatsApp, já que não gosto do facebook, sou daqueles que leem as postagens mais não comentam. Pois bem, em nossa juventude ele fora um bom aluno, um ativista em todos os sentidos sem ser militante de partido de esquerda, um cara criativo e com ideias um tanto "loucas" mas nada que as pessoas o identificassem como um louco. Queria mudar o mundo como a maioria dos jovens do início da década de 1980 e viajava como muitos no universo da New Age, na teoria reichiana, em Gaiarsa, Roberto Freire e Jung, mistura eclética mas bem normal para a época. Era um bom sujeito, e creio que continua a sê-lo ainda hoje apesar de tudo.
Fiquei surpreso ao saber tempos depois de formados que ele havia abandonado a prática da Psicologia e passara a se dedicar à política partidária; era o tempo de surgimento dos movimentos ecologistas e ele encontrou nessa prática o seu novo cavalo de batalha: o Partido Verde de Gabeira. Ao lado disso, fruto talvez de uma bem sucedida incursão no mundo das artes, pois, participara como ator de uma peça que venceu o festival nacional de teatro amador, resolveu virar cineasta e a produzir filmes e dar cursos de interpretação, o que faz até hoje; e largou de vez a psicologia e começou a cursar Direito. Sim, o Direito, carreira que seu pai exerceu com certo destaque em terras alagoanas. Talvez fosse uma maneira de descobrir a "Lei do Pai" que nas mentes psicóticas não se inscreve senão como uma falta ou arranjo mal feito, não sei se esse é o caso, só sei que ninguém estranhou em nosso círculo de amizades, isso de se reinventar era bem a cara dele.
Muitos anos se passaram sem termos contato algum até o surgimento do WhatsApp e a possibilidade de se criar grupos de troca de mensagens. Alguém criou o grupo de Psicólogos 1984 e daí o contato foi retomado com grande alegria e compartilhamento de fotos, pensamentos e promessas de encontro, que aconteceram realmente, e tudo foi muito bom, todos aqueles adolescentes dos anos 80 agora já na meia idade voltando a se falar e lembrar dos tempos bons vividos em sala de aula; até a campanha presidencial que dividiu o país em petralhas e coxinhas, esquerda contra direita, Dilma versus Aécio.
Em nosso grupo tinha gente defendendo os dois lados e a maioria - éramos quarenta - silenciosa, que só acompanha os debates. Do lado da esquerda haviam seis amigos que postavam sempre e do lado da direita apenas três, eu, ele e uma amiga não tão chegada. Perdemos as eleições, muito bate boca até vir o processo de impeachment, acirramento da Lava-jato e aí o bicho pegou de vez.
Meu amigo saiu do grupo e rompeu relações com todos os que não concordaram com suas posições, voltou a ser ativista da causa da direita alucinada do país e tem como seu maior herói o psicopata Jair Bolsonaro. Não acredita que houve ditadura militar, acha que os comunistas estão tomando conta do país e clama para que todos se unam para salvar a pátria e a religião. Pirou de vez meu amigo. Outro de nossos amigos que nunca se manifestou nas redes, ao saber das posições atuais dele, resumiu assim: vocês estão esperando sanidade da pessoa errada.
Fiquei surpreso ao saber tempos depois de formados que ele havia abandonado a prática da Psicologia e passara a se dedicar à política partidária; era o tempo de surgimento dos movimentos ecologistas e ele encontrou nessa prática o seu novo cavalo de batalha: o Partido Verde de Gabeira. Ao lado disso, fruto talvez de uma bem sucedida incursão no mundo das artes, pois, participara como ator de uma peça que venceu o festival nacional de teatro amador, resolveu virar cineasta e a produzir filmes e dar cursos de interpretação, o que faz até hoje; e largou de vez a psicologia e começou a cursar Direito. Sim, o Direito, carreira que seu pai exerceu com certo destaque em terras alagoanas. Talvez fosse uma maneira de descobrir a "Lei do Pai" que nas mentes psicóticas não se inscreve senão como uma falta ou arranjo mal feito, não sei se esse é o caso, só sei que ninguém estranhou em nosso círculo de amizades, isso de se reinventar era bem a cara dele.
Muitos anos se passaram sem termos contato algum até o surgimento do WhatsApp e a possibilidade de se criar grupos de troca de mensagens. Alguém criou o grupo de Psicólogos 1984 e daí o contato foi retomado com grande alegria e compartilhamento de fotos, pensamentos e promessas de encontro, que aconteceram realmente, e tudo foi muito bom, todos aqueles adolescentes dos anos 80 agora já na meia idade voltando a se falar e lembrar dos tempos bons vividos em sala de aula; até a campanha presidencial que dividiu o país em petralhas e coxinhas, esquerda contra direita, Dilma versus Aécio.
Em nosso grupo tinha gente defendendo os dois lados e a maioria - éramos quarenta - silenciosa, que só acompanha os debates. Do lado da esquerda haviam seis amigos que postavam sempre e do lado da direita apenas três, eu, ele e uma amiga não tão chegada. Perdemos as eleições, muito bate boca até vir o processo de impeachment, acirramento da Lava-jato e aí o bicho pegou de vez.
Meu amigo saiu do grupo e rompeu relações com todos os que não concordaram com suas posições, voltou a ser ativista da causa da direita alucinada do país e tem como seu maior herói o psicopata Jair Bolsonaro. Não acredita que houve ditadura militar, acha que os comunistas estão tomando conta do país e clama para que todos se unam para salvar a pátria e a religião. Pirou de vez meu amigo. Outro de nossos amigos que nunca se manifestou nas redes, ao saber das posições atuais dele, resumiu assim: vocês estão esperando sanidade da pessoa errada.
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